Uma novidade no jogo econômico, naturalmente, traz transformações para o modo como fazemos negócios. Nesse sentido, é interessante observar como o uso de dados no varejo mexeu com o setor. As mudanças desta indústria teriam sido as mesmas se tudo que fazemos online não fosse registrado? Provavelmente, não.

A forma como o varejo moderno vê o cliente está na raiz dessa impressão. A importância dos consumidores, decerto, sempre foi reconhecida no setor, mas não se ia muito além disso. As novas regras do mercado, no entanto, ultrapassam a ideia do consumidor, reconhecendo o cliente, independente da compra que ele está fazendo (ou não) no momento. Isso tem tudo a ver com a questão do uso de dados no varejo.

Antes, a pessoa entrava na loja, fazia uma compra e fim. Quando retornava, o processo, simplesmente se repetia. Na economia dos dados, uma visita a um PDV – seja ele físico ou digital – raramente se encerra em si. Compras ficam registradas e atreladas a um CPF, opiniões podem ser recolhidas, comportamentos podem ser monitorados. Você tem uma base segura para saber produtos que agradam, colaboradores que se destacam, pode verificar momentos mais adequados para ações promocionais etc. Certamente, cada um desses pontos podiam ser observados antes, mas a assertividade não se compara com a que a análise de dados proporciona.

Em síntese, os dados e, sobretudo, a segurança que eles trazem para os investimentos e tomada de decisão, permitiram que o varejista passasse a enxergar o cliente com mais clareza e pudesse pensar em conquistá-lo de forma mais elaborada. Com isso, o atendimento subiu na escala de importância. O mesmo vale para a jornada do cliente. Ela sempre existiu, mesmo antes da comunicação digital, entretanto, monitorá-la na magnitude que fazemos hoje era impraticável. Essa novidade, sem dúvida, transformou a ótica do setor. 

Pessoas 

Com efeito, toda a ideia de estratégias consumer centric tem forte relação com o uso de dados no varejo, da mesma maneira a ampliação desta proposta, as estratégias people centric. Em sua abordagem ampla, colocam o foco no bem-estar dessas pessoas em geral. Sejam clientes ou colaboradores, a satisfação delas está no centro das decisões

Cuidando do bem-estar dos funcionários, como faz com o cliente, o empresário garante que eles estejam bem para executar seu trabalho. Em paralelo, alimentam o comprometimento, já que eles sentem que estão recebendo atenção e que a empresa se importa com eles.

Graças à digitalização das atividades do varejo, os negócios têm à sua disposição dados que permitem melhorar a gestão de pessoas. Sem o viés de opiniões pessoais, o gestor conta com precisão e objetividade sempre que necessário. Em paralelo, os mesmos dados podem apontar questões subjetivas. Por exemplo, uma queda de rendimento pode ser detectada antes de se tornar um problema, e o RH pode conversar com o colaborador e auxiliá-lo a retomar sua performance.

O histórico dos colaboradores, aliás, é um dos recursos mais valiosos que o uso de dados no varejo trouxe para a gestão de pessoas. Com ele, a assertividade potencializa medidas relacionadas a promoções, premiações e quaisquer outras decisões de RH.

LGPD

Podemos dizer que, de certa forma, a tecnologia lançou os holofotes sobre as pessoas. Mas, junto com os novos horizontes que isso trouxe para o mundo dos negócios, vieram muitos excessos. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) veio para impor limites. Dessa forma, o uso de dados no varejo – assim como em qualquer outra indústria – precisa seguir suas normas.

As empresas precisam de autorização expressa para usar dados pessoais tanto de clientes como de funcionários. Portanto, é imprescindível manter o jurídico a par da forma como você pretende trabalhar com as informações que coleta a fim de manter as autorizações atualizadas.

Produtos e operação

Com certeza, o uso de dados no varejo não é novidade. De fato, as anotações que os comerciantes faziam em suas cadernetas nas feiras medievais cumpriam essa função. Contudo, a digitalização reduziu os erros a praticamente zero. Em outras palavras, tornou a prática mais segura, levando a ações mais assertivas.

Nos últimos anos, o mercado passou a contar com uma série de ferramentas digitais que auxiliam nesse processo. O Margem é um exemplo. Com praticidade e custo reduzido, ele leva informações sobre vendas para a tela do celular do gestor, que passa a contar com dados atualizados sobre o que cada loja vende, inclusive por faixas de horário.

Assim, se você nota, por exemplo, que o movimento de sua pizzaria melhorou aos sábados, especialmente em certo horário, logo procura observar o que levou a isso. Digamos que descubra que abriram um teatro experimental nas proximidades. Imediatamente, pode montar uma ação promocional com ele e ficar atento para não ser pego de surpresa quando a peça sair de cartaz.

Esses dados também dão base para propor parcerias a outras empresas, inclusive a fornecedores. Por exemplo, se você tem um pequeno supermercado e nunca conseguiu que um fornecedor de bebidas colocasse uma geladeira no seu PDV,  pode usar os dados para convencê-lo. Você pode ir além do número de itens vendidos, cruzando dados e projetando vendas futuras. 

O uso de dados no varejo, quando bem aplicado, traz resultados surpreendentes. As soluções da MpontoM são parte disso. Entre em contato com nossa equipe, vamos te contar como sua empresa pode aproveitar esse ativo da melhor forma.