As Tendências para 2022 no varejo atraem nossos olhares para o ano que se aproxima. Com efeito, trabalhar na gestão de um negócio do setor exige passear pelo tempo. É firmar o pé no presente, com acompanhamento simultâneo das vendas, para em seguida, fazer uma visita ao passado a fim de consultar histórico de movimento. Então, de repente, um pulo no futuro para fazer projeções antes de decidir a respeito de uma iniciativa ou outra. Contudo, a hora do planejamento de um novo ano é quando a máquina do tempo vai mais à frente.

Justamente a aproximação de 2022 nos levou a sair em viagem essa semana. Hoje, vamos te contar as impressões que trouxemos. Primeiro, fizemos uma incursão a anos anteriores, especialmente aos dois últimos. Estávamos muito interessados em analisar os pontos mais relevantes para o varejo em tempos de pandemia. Afiados nesse conhecimento, visitamos o ano que está por vir. Assim, com base em pesquisas e perspectivas sociais, econômicas e tecnológicas, chegamos a uma série de tendências para 2022, e é isso que queremos compartilhar!

Como prega a cartilha analítica, reunimos os dados colhidos, cruzamos uns com os outros e tivemos alguns insights. Este exercício de futuro é algo que todo empresário precisa fazer. Foi dessa forma que separamos as tendências para 2022 mais promissoras para o varejo. Elas estão reunidas em cinco grupos, que vamos detalhar em três posts.

O varejo pelo cliente (grupo 1)
Ampliação dos horizontes de vendas – Halo-effect (grupo 2) / Outras formas de vender (grupo 3)
Estrategicamente digital – Expansão digital (grupo 4) / Nas trilhas do 5G (grupo 5)

O VAREJO PELO CLIENTE 

Entre 2020 e 2021, dois eventos distintos e de repercussão mundial levaram o consumidor a prestar mais atenção em suas compras. De um lado, o coronavírus atingindo a todos em todo mundo, abriu os olhos para as fragilidades que, como seres humanos, dividimos. Do outro, o aquecimento global, o desmatamento da Amazônia e outras notícias ligadas à ecologia, acirraram questionamentos sobre o futuro do planeta. Em síntese, nesses dois anos, a vida foi ameaçada a curto e a longo prazo, levando a reflexões. A ressonância disso é vista em 4 das tendências para 2022.

Experiência acima de produtos

A convicção de que curtir o momento é melhor que conjugar o verbo ter é forte entre os millenials. Em outras palavras, eles até podem querer aquela roupa da sua vitrine, mas isso não é suficiente para comprá-la. O momento da aquisição tem que ter seu charme, assim como vesti-la tem que ter significado. Sem dúvida, isso desafia a criatividade dos varejistas. 

Em paralelo, tanto no comércio físico como no digital, altos parâmetros são estabelecidos por ícones do atendimento ao cliente. Com uma mentalidade distante da do comércio tradicional, estas empresas são mestras em usar tecnologias a favor da experiência de compra. Nesse movimento, a inteligência artificial, assim como as tecnologias imersivas, são aliadas que tendem a estar cada vez mais presentes no varejo. Só que há um pré-requisito para tudo isso: empatia. Quer se inspirar? Olha só como a Apple lida com a satisfação do cliente.

Consumo consciente

Citar a aceleração tecnológica é uma constante quando se fala nos reflexos da pandemia. No entanto, não foi apenas aí que o comportamento das pessoas teve o ritmo intensificado no período. De fato, uma tendência conhecida no varejo há anos, foi igualmente acelerada. Estamos falando do consumo consciente, que traz novos elementos para a decisão de compra. Tendo a proteção do planeta em foco, muitas pessoas fazem uma série de questionamentos quando estão diante de um produto. Preciso mesmo disso? É algo que vou usar por muito tempo ou terei que descartar logo? E como é esse descarte? É reciclável? Tem logística reversa? Se for descartado, quão prejudicial é para o planeta? E por aí vai…

Embora, hoje, esse seja o aspecto mais evidente dessa tendência, ela vai além. Seu raio de influência abrange as pessoas, ou seja, clientes E colaboradores. O discurso da empresa precisa ser coerente com a maneira como ela trata sua equipe.

Personalização 

A crescente preocupação com o meio ambiente anda lado a lado com um forte anseio por firmar a própria identidade. No varejo, isso se reflete num consumidor ávido por personalização. Ele quer sentir que é importante para suas marcas preferidas, espera que elas entendam e respondam às suas necessidades individuais. Para tanto, a atenção ao comportamento do consumidor deve ser contínua, inclusive fora da loja. Respeitando os limites da LGPD, monitorar os interesses de cada cliente deve se tornar uma rotina tão usual quanto dizer “bom dia”. Nesse sentido, ferramentas que contribuem com a coleta, estruturação e análise de dados serão indispensáveis, assim como o uso de Inteligência artificial.

Privacidade e segurança 

Em agosto de 2021, enquanto as sanções da LGPD entravam em vigor, os jornais noticiavam golpes na internet praticamente todos os dias. De fato, temendo as altas multas, a maioria das empresas tem se empenhado em cumprir as exigências legais. Todavia, os usuários ainda escorregam nos cuidados. Além disso, a segurança nas ruas do Brasil coloca em cheque, diariamente, a praticidade de ter aplicativos logados nos smartphones. Assim sendo, não é de se entranhar a intensificação da tendência que, há alguns anos, aponta crescentes cuidados com privacidade e segurança. Para não perder o recém conquistado contato 24×7 com os compradores, o varejo precisa de um conjunto de medidas. Algumas de sua responsabilidade direta, com certeza. Quanto às demais, os empresários podem buscar meios para uma solução, seja pressionando poderes públicos por segurança ou ajudando sua clientela a ser mais cuidadosa com seus dados.

Clientes no centro das tendências para 2022

Em síntese, esse grupo de tendências para 2022 coloca a jornada do cliente como diretriz dos contornos que o varejo deve tomar ao longo do próximo ano. Isso, inclusive, se potencializa quando analisamos os outros dois grupos, como você vai ver nos próximos posts.