A Lei Geral de Proteção de Dados está em vigor desde fevereiro de 2020. Agora, depois de vários adiamentos, o período de adaptação se encerra. Por isso pensamos que seria útil voltar ao tema. Afinal, em 1o de agosto, as sanções da LGPD passarão a valer. A partir desta data, portanto, quem descumprir suas determinações poderá sofrer punições que vão de advertências a multas. 

Sem dúvida, a maior preocupação está em precisar desembolsar valores que podem chegar a R$ 50 milhões. Mas há prejuízos menos palpáveis que, ainda assim, podem causar muita dor de cabeça. Imagine se o acesso aos dados que você coletou fosse suspenso. Você perderia os parâmetros que determinam sugestões personalizadas de produtos, só para citar um exemplo. Sem contar que as vendas cairiam logo que começasse a pedir aos clientes para, repetidamente, digitar nome, endereço e tudo mais a cada compra online. Saiba que o risco é real.

Para prevenir problemas como esses, você precisa de eficiência no compliance com a LGPD. A essa altura, já deve ter passado o pente fino em todas operações do seu negócio relacionadas, de alguma forma, com as exigências da nova lei. Mas a conformidade com a LGPD é uma construção constante. Em outras palavras, há pontos aos quais precisamos retornar recorrentemente. 

Riscos calculados

De fato, tivemos um bom tempo de adaptação à Lei Geral de Proteção de Dados. Contudo, por mais confiança que tenha no seu compliance com a LGPD, mantenha a gestão de riscos sempre ativa em todas as suas etapas – monitoramento, prevenção, plano de ação para resoluções e treinamento.

Nesse sentido, considere as possibilidades amplamente. Ataques cibernéticos, falhas humanas, falta de energia, acidentes, falhas no sistema operacional etc. Seja generoso nesse levantamento contínuo. Mais que manter a vigilância, você precisa de prontidão para colocar em prática medidas para sanar eventuais problemas. Por isso, garanta treinamento de ponta para sua equipe. Exija a atualização dos sistemas, bem como varreduras periódicas em dispositivos eletrônicos. Se não fez um check list de ações para não deixar passar nada, faça e divulgue para os colaboradores. Lembrando que a listagem não é estanque, precisa de atualizações tão ritmadas quanto o avanço de ameaças à segurança dos dados. 

Rota mapeada

Com a LGPD, precisamos saber muito bem quem acessa quais dados. Esse mapeamento tem que ser acompanhado e corrigido sempre que necessário. Alterações em parcerias, mudanças na equipe etc. levam a atualizações em documentos internos e, eventualmente, nos termos para autorização dos titulares de dados. Estas tarefas precisam ser imediatas.

A Lei Geral de Proteção de Dados é uma aliada do varejo. Entre seus benefícios está a eliminação de alguns excessos. Nesse ponto, em especial, o trabalho pós-conformidade pode ter um caráter educativo duradouro. A empresa pode ver que é possível reduzir o número de pessoas acessando determinadas informações. Ou pode encarar dificuldades e constatar que reduziu demais a cadeia de acesso. Detalhes como este, aprimoramos com o tempo. Além da dinâmica interna, inovações tecnológicas exigirão revisões na cadeia de acesso eventualmente.

Comunicação

Uma das exigências da LGPD é pedir autorização ao titular para usar seus dados. Além disso, precisamos informá-lo em caso de mudanças nos termos. Certamente, a prática das recomendações da legislação nos ensinará a aprimorar o cumprimento desta exigência. No site, mudanças no comportamento de navegação, índices de clicks, entre outros fatores, vão dar pistas sobre a eficiência da comunicação relacionada à Lei Geral de Proteção de Dados. De modo geral, dúvidas das pessoas farão o mesmo. 

Reflexos

A construção de compliance com a LGPD mexe de tal forma com aspectos profundos da operação que, muitas vezes, traz reflexos para a cultura da empresa. Assim como o Código de Defesa do Consumidor fez há algum tempo, ela impõe o ponto de vista das pessoas. Com efeito, enquanto o CDC coloca em voga os direitos dos clientes, a LGPD é um pouco mais ampla. Ela gira em torno de dados, não em torno de consumo. Ela contempla pessoas, sejam elas clientes, prospects ou funcionários. 

Se voltar a textos anteriores do nosso blog, talvez reconheça algum eco. Só para ilustrar, quando falamos de NPS, escuta ativa, opinião do cliente etc., esse olhar se faz presente. Coincidência? Não. Acontece que esse é o ponto de vista que deve predominar no futuro do varejo. As pessoas no centro das ações e dos planos, e o respeito e a ética norteando o caminho.

A MpontoM acredita que as pessoas são o sentido para uma performance superior no varejo. No Margem, elas compõem os indicadores. Já o Prazzo e o Oppinar, giram em torno de colaboradores e clientes, respectivamente. Nossa equipe está pronta para te ajudar a trabalhar com esse novo olhar, escreva, e a gente entra em contato com você.

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